Essa não é uma história romântica, essa não é uma história erótica, eu nem mesmo sei se poderia chamar-la de história.Talvez devo chamar de sequencial de acontecimentos. São recortes mentais e viagens do subconsiente. Podemos começar com o gelo levado a distância. Passei horas tentando criar coragem para chegar naquela pessoa e depois de muita luta interna eu fui. Consegui falar e me diverti bastante com suas palavras. Ali estava alguém com que eu me identificava, mas do nada "PUFF", desapareceu. Não deu recado, nem noticias. Eu tento pensar que esse desaparecimento não seja por culpa minha, forço-me a crer que forças externas interromperam a ligação. E é isso. O primeiro recorte mental. Eu não pretendo ficar falando da minha vida nos mínimos detalhes, mas eu tenho a impressão que tudo pode mudar. Uma leve impressão. Mas logo vem a moça solitária. O mundo girava em escala de cinza. O vento soprava forte fazendo suas madeixas balançarem. Olho para sua face e ela me encara. Seu olhar é triste. Acho que ela espera alguém. Não sei... Olho para o lado e das arvores começam a cair flores amarelas. São o único sinal de cor naquele cenário cinza. O chão fica coberto por um tom de amarelo vivo. Acho que isso foi intervenção divina. Agora além das flores que caem sobre nós, lágrimas caem dos meus olhos. Eu não suporto ver aquela dor. Seus braços são marcados. Manchas cinza escuro. Será esse o motivo do olhar triste? A vida nem sempre é fácil para todos. Convivemos com nossos demônios todos os dias. Aprendemos a suportá-los, mas nunca como expurgá-los. Virando o olhar deixo aquela mulher. Ela e seu demônios que se entendam. Já estou enjoado de toda essa "cinzitude", farei algo por mim e espero que ela também faça por si mesmo, ou nunca vai conseguir se livrar do que a persegue. E pra finalizar tem o doce 2. Chamarei assim pois é mais fácil de falar sobre isso. Novas experiências e vontades afloram. Uma suspeita e uma tentativa foram suficientes para formar uma pergunta simples. Mas a resposta não foi o esperado. Ainda há esperança. Novas duvidas surgem sobre a pergunta feita. Porque? Mas a resposta pode ser mais excitante pra uma lado. Essa maldita ponta de esperança que existe dentro de mim me corrói completamente. Maldita seja. Seria mais prático uma resposta que não deixasse duvidas. Mas agora é só esperar. Não me peçam para explicar o que eu tentai falar aqui e desculpem-me se ficou sem sentido para vocês, mas para mim foi um desabafo e tem pontos claros entre a lógica da realidade e essência da imaginação. Só digo uma coisa: Nós quatro, tanto eu como o "Senhor Gelo", a "Solitária" e "Doce 2" estamos em lados diferentes do paraíso. Um dia eu ainda vou conseguir trazê-los para meu lado. E isso é uma promessa.
Eu venho me perguntando o porquê dessa repentina aproximação. Foi quase que instantâneo. Eu, Emma, Riquelme, Peitos e Poderoso. Cinco almas, um só corpo. Eu já tive amigo antes, os quais eu trago até hoje, mas desta vez é diferente. Eu me sinto bem. Quando exite uma distância maior do que a habitual, sinto-me vazio. Como se estivesse sob o efeito do álcool. Sinto como se não fizesse parte do local em que estou presente. Já fui investigado se estou me apaixonando por alguém, mas não acho que isso seja possivel. Pelo menos não por agora. Eu não sou do tipo que se apaixona, portanto quando isso acontecer vai ser devastador. Mas quando eu estou junto, ali, fazendo parte desse grupo, mesmo com a chance de criar o caos no local, eu estou feliz. Só os cinco. Mais ninguém. Isso é felicidade? Longe de moldes e conceitos, somos um grupo de misturas e soluções. Não é por acaso que somos o temido "TOP FIVE". Existe algo mais ali. Um elo. Uma ligação que não é material, não é deste mundo...
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