-- Parte 02 de 02 -- Voltamos até o ônibus e eu estava torcendo para que conseguíssemos sentar um do lado do outro, mas não foi possível. Fiquei uns três bancos atrás dele. Na minha mente isso foi como um tiro. As chances de algo poder acontecer morreram ali. Pelo menos eu achava que sim. Já era noite quando ele se aproximou de mim. O banco ao meu lado tinha ficado vazio (temporariamente) e ele se aproveitou disso. Não poderia ter ficado mais feliz. As garotas que estavam na cabana no dia em que ficamos a noite toda acordados também estavam ali. Em pé no corredor. Num rápido plano, convidei-as a sentar no mesmo banco em que eu e o garoto estávamos sentados. Como o banco iria ficar cheio, eu teria que me aproximar dele. Fiquei de costas para o Bi e de vez em quando, no movimento do ônibus, eu o pressionava contra o vidro, sentindo assim sua “saúde” se é que vocês me entendem. Eu queria ficar ali toda a noite, sentindo-o. Mas a posição que ele estava sempre o incomodava. Mesmo ...
Não crie expectativas, pois quanto mais alto você vai, mais dolorosa será a queda.