-- Parte 02 de 02 --
Voltamos até o
ônibus e eu estava torcendo para que conseguíssemos sentar um do lado do outro,
mas não foi possível. Fiquei uns três bancos atrás dele. Na minha mente isso
foi como um tiro. As chances de algo poder acontecer morreram ali. Pelo menos
eu achava que sim. Já era noite quando ele se aproximou de mim. O banco ao meu
lado tinha ficado vazio (temporariamente) e ele se aproveitou disso. Não
poderia ter ficado mais feliz. As garotas que estavam na cabana no dia em que
ficamos a noite toda acordados também estavam ali. Em pé no corredor. Num
rápido plano, convidei-as a sentar no mesmo banco em que eu e o garoto
estávamos sentados. Como o banco iria ficar cheio, eu teria que me aproximar
dele. Fiquei de costas para o Bi e de vez em quando, no movimento do ônibus, eu
o pressionava contra o vidro, sentindo assim sua “saúde” se é que vocês me
entendem.
Eu queria
ficar ali toda a noite, sentindo-o. Mas a posição que ele estava sempre o
incomodava. Mesmo trocando de posições eu dava um jeito de ficar colado nele.
Até que eu fiquei entre suas pernas. Um calor cresceu dentro de mim tão intenso
que eu coloquei todos as saídas do ar-condicionado viradas para meu corpo.
Ficamos ali vários minutos, rindo e brincando e eu querendo deitar sobre ele.
Quando já era tarde da noite, as garotas foram retiradas do banco, restando
apenas eu, o meu bi magia e outro garoto (que parecia que estava a fim de mim).
Fiquei sentado numa posição horrível, mas não queria trocar porquê desse jeito
eu estava ao seu lado. Fiquei fazendo círculos no seu joelho. Era o que eu
tinha coragem de fazer. Toda vez que pensava em subir a mão para sua coxa,
minha respiração pesava. “E se ele não quiser? ”, pensei.
Até que ele
colocou sua mão sobre a minha. Foi uma explosão de satisfação. Aquilo era um
sinal. Ele me queria. Quando eu achava que não poderia melhorar, sua mão
atrevida entrou em minha camisa e acariciou todo o meu peito. Meu Sangue gelou
nessa hora. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo ali. Não
conseguia respirar direito de tão nervoso que eu estava. Milhões de pensamentos
afloraram na minha mente, mas eu não tinha coragem de realizar nenhum deles,
até que ele fez isso para mim. Com maestria e discrição, posicionou minha mão
sobre seu volume.
Deus... Como
eu queria aquilo. Minha mão passeava por toda sua região e eu estava segurando
um gemido. O medo de sermos descobertos era o que deixava aquela cena mais
excitante ainda, mas o nosso tempo estava acabando. A hora de nos despedirmos
se aproximava. Num gesto romântico e silencioso, ele pegou dois dedos (o
indicador e o médio), beijou-os e colocou-os sobre minha boca. Espero não ter
imaginado isso, pois foi a coisa mais romântica e fofa que alguém fez por mim.
Mas a temida hora veio e nos despedimos. Encostei a cabeça na janela e quis
chorar. Eu o queria para mim.
Seu nome? Era
alguma coisa em grego. O meu algo em Russo. A Grécia e a Rússia estão distantes
mais de três mil quilômetros, mas desta vez ficaram tão próximas que poderiam
se tornar um só. E é isso que eu quero. Vou lutar para que se torne realidade.
E nunca vou esquecer do dia que a Grécia encontrou a Rússia.
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