Um pequeno conto, que veio até mim através de um sonho.
O céu estava cinza, o dia totalmente ameno. Nunca se vira uma melancolia como aquela pairando pelo ar. A garota mandava mensagens para seu melhor amigo. De vez em quando algo engraçado era dito e o sorriso era inevitável. Ele era seu melhor amigo, a compreendia melhor do que ninguém. Tudo ocorrera normalmente, até agora. Eram mais ou menos oito da noite quando o telefone dele toca. Era ela.
- Oi... - Disse ela.
- Oi. Como você tá? - Perguntou ele.
- Estou bem. Vai ter uma festa daqui a pouco. Vamos?
Ele queria muito ir. Sua animação transparecia pelo telefone.
- Ok. Que horas?
- Às dez.
- Ok.
Por sorte os pais do garoto tinham viajado. Ao entrar em casa, foram direto para o quarto. Lá se beijaram por um tempo até que ele a jogou na cama. Tirou a roupa lentamente, fazendo-a arquejar. Ela despiu-se também e então tiveram uma noite escaldante de amor intenso. Aquele momento fora inesquecível para o garoto. Ele sempre sonhara com o dia em que a possuiria. Pela manhã, ambos acordaram na mesma hora. Sorrisos brotaram nos rostos dos dois ao lembrarem do que havia acontecido na noite passada.
- Bom dia. - Disse ele.
- Bom dia. - Respondeu ela.
- Gostaria de falar uma coisa...
- O que?
- Eu te amo.
Ela ajeitou-se na cama.
- Desde quanto?
- Há bastante tempo.
- Hum..
O silênico ecoou pelo quarto.
- E você? - Perguntou ele.
- O que?
- Sente algo por mim?
- Sim. Somente amizade.
- Mas depois de ontem... - Um tom de decepção surgiu em sua voz.
- Ontem foi um erro terrível. Isso nunca mais vai acontecer. Não tem cabimento ficarmos juntos. Nem combinamos.
- Mas eu achei que...
- Se achou algo, achou errado. Eu não estava no meu estado normal. Tinha bebido. Não importa o que aconteceu ontem entre nós, isso morre aqui. Não quero que todos saibam que fiz sexo com você.
- Sente vergonha de ser minha amiga? - Perguntou ele abaixando os olhos.
- Não. Só acho que pertencemos a mundos diferentes. Eu sou popular, você não. Eu sou rica, você não. Não faz sentido ficarmos juntos.
Ele não acreditava estar ouvindo aquilo.
- Então porque só conversa comigo fora da escola? Não quer ser vista comigo?
- Não é bem assim... É que.. - As palavras lhe faltaram.
- Não precisa falar mais nada. Já entendi.- Disse ele. - Ok então... Acho que você deve ir embora. Seus pais devem estar lhe procurando.
- Está bem. Vai para a escola hoje?
- Sim... Estarei lá.
Ela vestiu sua roupa e saiu pela porta. Assim que passou pelo jardim, olhou se tinha alguém de conhecido por perto e andou tranquilamente. O garoto ainda estava deitado na cama. Não queria levantar. O cheiro dela ainda estava no travesseiro. Lágrimas escorreram seu rosto. O choro ficou mais forte e ele começou a soluçar. Levantou-se da cama e olhou diversas fotos que os dois tinham juntos. As fotos estavam na comoda. Num impulso de raiva, ele passou o braço pela comoda, derrubando todas no chão. Os porta-retratos, que eram de vidro, se partiram em milhões de pedacinhos. Não havia como sair daquela situação. Aliás havia, mas a ideia era basicamente um absurdo.
A garota já estava quase chegando em casa. Passou todo o caminho pensando no que havia falado ao seu amigo. Percebeu que havia sido grossa, então resolveu voltar e se desculpar. Alguns minutos depois, ela chegou à casa do garoto e deu uma rápida olhada pela janela do quarto dele. Ele está lá dentro. Parado. Em pé. Ela não sabia o que ele estava fazendo, então resolveu entrar sem bater. Passou pela sala de estar e bateu na porta. O garoto não respondeu. Ao abrir a porta, ela pode notar uma corda amarrada nas vigas de madeira que sustentavam o telhado da casa. O garoto havia se enforcado.
O céu estava cinza, o dia totalmente ameno. Nunca se vira uma melancolia como aquela pairando pelo ar. A garota mandava mensagens para seu melhor amigo. De vez em quando algo engraçado era dito e o sorriso era inevitável. Ele era seu melhor amigo, a compreendia melhor do que ninguém. Tudo ocorrera normalmente, até agora. Eram mais ou menos oito da noite quando o telefone dele toca. Era ela.
- Oi... - Disse ela.
- Oi. Como você tá? - Perguntou ele.
- Estou bem. Vai ter uma festa daqui a pouco. Vamos?
Ele queria muito ir. Sua animação transparecia pelo telefone.
- Ok. Que horas?
- Às dez.
- Ok.
Finalmente, depois de pensar muito, ele criara coragem e iria revelar seus sentimentos para sua amiga. Ele a amava. O pobre garoto sempre foi acanhado e tímido, tivera medo de se expor. Já faz cinco anos que eles são amigos. Há três, ele percebeu que a amava. Agora era o momento perfeito.
Eles chegaram à festa por volta das dez e meia. Ambos pegaram copos de cerveja e se dirigiram para duas poltronas que haviam ali. A musica ainda não estava animada o suficiente para que pudessem dançar, então ficaram conversando. Cada palavra que ela dizia era captada por ele. O jovem encarava os lábios dela e de vez em quando olhava-a nos olhos, encarando aqueles lindos olhos negros.
Um ritmo eletrônico começou a tocar bem baixinho e aos poucos ia aumentando. Talvez tenha sido o álcool, mas ele puxou a garota para dançar. Ela o olhava fixamente. Notava-se chamas ardendo dentro dos seus olhos. Ela o desejava. Todos podiam ver isso. Cada vez mais, ele chegava mais perto dela. Até que seus rostos estavam a poucos centímetros de distância. Ele não conseguia controlar sua respiração. Seu coração estava a mil por hora. Em um ato de coração e impulso, seus lábios se encontraram e foi mágico. Logo planejavam sair daquela festa. Por sorte os pais do garoto tinham viajado. Ao entrar em casa, foram direto para o quarto. Lá se beijaram por um tempo até que ele a jogou na cama. Tirou a roupa lentamente, fazendo-a arquejar. Ela despiu-se também e então tiveram uma noite escaldante de amor intenso. Aquele momento fora inesquecível para o garoto. Ele sempre sonhara com o dia em que a possuiria. Pela manhã, ambos acordaram na mesma hora. Sorrisos brotaram nos rostos dos dois ao lembrarem do que havia acontecido na noite passada.
- Bom dia. - Disse ele.
- Bom dia. - Respondeu ela.
- Gostaria de falar uma coisa...
- O que?
- Eu te amo.
Ela ajeitou-se na cama.
- Desde quanto?
- Há bastante tempo.
- Hum..
O silênico ecoou pelo quarto.
- E você? - Perguntou ele.
- O que?
- Sente algo por mim?
- Sim. Somente amizade.
- Mas depois de ontem... - Um tom de decepção surgiu em sua voz.
- Ontem foi um erro terrível. Isso nunca mais vai acontecer. Não tem cabimento ficarmos juntos. Nem combinamos.
- Mas eu achei que...
- Se achou algo, achou errado. Eu não estava no meu estado normal. Tinha bebido. Não importa o que aconteceu ontem entre nós, isso morre aqui. Não quero que todos saibam que fiz sexo com você.
- Sente vergonha de ser minha amiga? - Perguntou ele abaixando os olhos.
- Não. Só acho que pertencemos a mundos diferentes. Eu sou popular, você não. Eu sou rica, você não. Não faz sentido ficarmos juntos.
Ele não acreditava estar ouvindo aquilo.
- Então porque só conversa comigo fora da escola? Não quer ser vista comigo?
- Não é bem assim... É que.. - As palavras lhe faltaram.
- Não precisa falar mais nada. Já entendi.- Disse ele. - Ok então... Acho que você deve ir embora. Seus pais devem estar lhe procurando.
- Está bem. Vai para a escola hoje?
- Sim... Estarei lá.
Ela vestiu sua roupa e saiu pela porta. Assim que passou pelo jardim, olhou se tinha alguém de conhecido por perto e andou tranquilamente. O garoto ainda estava deitado na cama. Não queria levantar. O cheiro dela ainda estava no travesseiro. Lágrimas escorreram seu rosto. O choro ficou mais forte e ele começou a soluçar. Levantou-se da cama e olhou diversas fotos que os dois tinham juntos. As fotos estavam na comoda. Num impulso de raiva, ele passou o braço pela comoda, derrubando todas no chão. Os porta-retratos, que eram de vidro, se partiram em milhões de pedacinhos. Não havia como sair daquela situação. Aliás havia, mas a ideia era basicamente um absurdo.
A garota já estava quase chegando em casa. Passou todo o caminho pensando no que havia falado ao seu amigo. Percebeu que havia sido grossa, então resolveu voltar e se desculpar. Alguns minutos depois, ela chegou à casa do garoto e deu uma rápida olhada pela janela do quarto dele. Ele está lá dentro. Parado. Em pé. Ela não sabia o que ele estava fazendo, então resolveu entrar sem bater. Passou pela sala de estar e bateu na porta. O garoto não respondeu. Ao abrir a porta, ela pode notar uma corda amarrada nas vigas de madeira que sustentavam o telhado da casa. O garoto havia se enforcado.
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